Mapa estilizado do cinturão de deep tech entre Campinas, Piracicaba, São Carlos e Ribeirão Preto.
Reportagem de capa · Hubs

Campinas e o novo cinturão de deep tech no interior

Universidades, parques e capital de risco se combinam num arco de cidades a menos de 300 km de São Paulo. O que era periferia de inovação começa a virar centro.

Patrícia Nogueira · 12/06/2026 · 11 min de leitura

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Por que existe uma revista sobre ecossistema

A maioria dos veículos cobre a empresa. Poucos cobrem a ligação entre empresas — o hub, o laboratório, a aceleradora, o evento, o pesquisador que se mudou de cidade. Órbita existe para cobrir essa malha. É uma revista de ecossistema, com mapa na mão, atenta a quem conecta em vez de quem apenas brilha. Saiba mais sobre o projeto em A revista, e sobre o método em Editorial.

A edição 23, de junho de 2026, gira em torno de três eixos geográficos: o cinturão de deep tech no interior paulista, o ciclo de aceleradoras em Salvador com foco climático e a rota de hardware que liga Manaus a São Paulo. Não escolhemos por acaso — são três formas diferentes de conexão: universidade–parque–capital, aceleradora–startup–impacto, Zona Franca–logística–indústria.

Patrícia Nogueira passou duas semanas em Campinas e São Carlos para a reportagem de capa. Felipe Andrade coordenou entrevistas em Salvador com cinco aceleradoras que, pela primeira vez, alinharam calendário. A terceira matéria exigiu rastrear nota fiscal e rota de caminhão — trabalho menos glamoroso, mas essencial para entender como hardware nacional se monta fora do discurso de importação.

Órbita não publica todo dia. Publica quando a reportagem está pronta — com mapa, com fonte, com visita quando possível. Se você trabalha em hub, aceleradora ou laboratório e acha que falta um traço no mapa, escreva para [email protected]. Pautas fora do eixo Rio–São Paulo têm prioridade editorial neste semestre.

Assinantes recebem PDF com mapas em alta resolução; reportagens permanecem abertas no site. Paywall não se aplica a jornalismo de ecossistema — assinatura financia deslocamento e diagramação, não exclusividade. Material complementar desta capa inclui linha do tempo da rota Manaus–Sudeste e perfis curtos de aceleradoras que quase ficaram de fora do ciclo baiano.

Por fim: ecossistema não é sinônimo de otimismo. Reportagem honesta inclui limite, atrito e projeto que não decolou. Se sua cidade tentou virar hub e falhou, também queremos ouvir — mapa incompleto mente por omissão.

A edição 23 fecha o primeiro semestre de 2026. No segundo semestre, a pauta prioriza conexões entre Centro-Oeste e Norte — especialmente rotas que não passam por São Paulo. Sugestões de campo são bem-vindas antes de agosto.